Não deve haver rancor, onde já se teve amor.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
ao cair da folha...
Percebi como sou facilmente afetada. Percebi como cada folha que cai no outono afeta meu humor, como cada gesto defensivo disparado em minha direção me mantém em estado de alerta, como cada palavra não dita expõe mais e mais meus defeitos e sentimentos errantes e como me aprisiono crescentemente em seus abraços. Não é o suficiente me deixar assim? Aliás, nunca foi. O que está sendo feito é me manipular e afetar assim, indiretamente, me prender a fobias inexistentes, amarrar meus pensamentos em detalhes inúteis e negativos e à palavras soltas como se delas dependesse minha vida, e assim eu fico, girando, gritando e relembrando, amarrada, presa e fragilizada em minha mente.
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